sexta-feira, 30 de maio de 2014

Olá mundo, esta sou eu!

Olá, eu sou a Raquel e tenho 28 anos, um gosto enorme pela culinária e uma curiosidade que nunca acaba pela nutrição. Também sou uma gulosa assumida e uma sedentária de primeira apanha. Mas isso está a mudar.


Há cerca de 4 anos atrás, foi-me diagnosticada uma colite crónica. Nessa altura fiz uma colonoscopia assustadora que mostrou um intestino carregado de úlceras. Este foi um ponto de viragem importante na minha vida. Em primeiro lugar, o alívio de um diagnóstico, depois de ter saltitado de gastroenterologista em gastroenterologista, de urgência em urgência; em segundo lugar, um futuro incerto cheio de mudanças que teriam de passar pela alimentação...
No mesmo dia iniciei uma dieta diferente da que vinha a fazer até então, sem lacticínios, com poucas gorduras, de fácil digestão. Também iniciei medicação e, depois de alguns ajustes, consegui atingir um estado de remissão que se mantém até hoje.
Este período não foi nada fácil. Imaginem-se ir a um restaurante e não poder comer quase nada. Ir a um aniversário e não haver doces sem leite ou natas. Ir de férias e não poder comer muita coisa no pequeno-almoço do hotel, que apesar de ser de 5 estrelas, não tinha leite de soja. Descobri mais tarde que são as gorduras que me afectam, mais que os lacticínios.
Infelizmente, os desafios eram constantes. Um dia no aniversário do meu irmão fomos jantar fora e pedi um bife grelhado. O restaurante não fazia muitos bifes grelhados, pelo que o meu prato foi o último a vir [e eu cheia de fome]. Chega finalmente o empregado com o meu prato e um bife regado com molho de manteiga... Claro que este episódio foi um de muitos. Imagino como será a vida de um celíaco ou uma pessoa realmente intolerante à lactose.
Felizmente posso dizer que adoeci numa boa época. Começaram a surgir nos supermercados muitas alternativas, sem lactose, sem glúten e alimentos mais saudáveis. Nesse ano até gelados sem lactose comi [e são muito bons!]!
Um ano mais tarde comecei a re-introduzir alimentos e foi novamente um período assustador. Cada vez que experimentava um alimento até então proibido toda eu tinha medo de despoletar nova crise. Mas consegui reintroduzir quase tudo e recuperei o meu gosto por cozinhar e COMER. E algum peso também. Nove quilos. Em menos de um ano.
Acho que desaprendi de comer. Parecia-me estar a comer bem, mas obviamente não estava. Fui consultada pela Drª Margarida, nutricionista, que me prescreveu um plano alimentar adequado a mim e, devagarinho, os quilos foram saindo. Nunca fiz alterações bruscas, restrições malucas, nem passei fome. Passados seis meses eu estava de volta e curiosíssima acerca de nutrição saudável.
Avancemos agora para há cerca de 2 meses atrás, já com 28 anos e mais 4kg novamente. Já não totalmente sedentária porque as dores nas costas me obrigaram a fazer Pilates duas vezes por semana. A minha melhor amiga ia-se casar e achei que o seu casamento era um bom incentivo para voltar a uma boa forma física! Iniciei novamente um regime alimentar mais cuidado e [finalmente] exercício físico.


Hoje, a minha amiga já se casou, e a próxima serei eu [nervoso miudinho!]. Depois disso quero constituir família e ter um corpo saudável para acolher um bebé. Não existe melhor incentivo que este... Os 4kg já foram e ganhei algum músculo com a ginástica 3 vezes por semana, além do Pilates. No entanto, não é fácil. O dia-a-dia está carregado de tentações açucaradas, escolhas menos saudáveis, e preguiça, muita preguiça!
Criei este blog para me incentivar, vos incentivar [está alguém desse lado?] e para que vocês me incentivem a mim também. Vamos fazer esta viajem juntos. Mente sã em corpo são, certo?


Beijinhos,
Raquel